Skip to main content

Perfuração dos poços artesianos

 

Quando se fala em perfuração de poços artesianos ou poços tubulares profundos, há inúmeras formas de se abordar este tema. Podemos falar das técnicas de perfuração, dos diferentes maquinários para realiza-la, dos materiais e da geologia e suas influências na hora de determinar, por exemplo o tipo de instrumento e materiais a serem utilizados na obra. É sobre este último tema que este artigo vai tratar: A Geologia do subsolo.

Perfuracao do solo

Tipos de estruturas geológicas

 

No Estado de São Paulo encontramos majotariamente duas estruturas geológicas: as formações rochosas e as sedimentares . Vamos ver as diferenças destas duas estruturas e as implicações técnicas que eles impõem na hora de construir um poço tubular profundo .

Formação rochosa

 

A formação rochosa chamada de embasamento cristalino é composto em sua camada profunda por rochas magmáticas ou ígneas, de origem vulcânicas, entre elas podemos citar o basalto, o granito e o diorito como exemplos. Essas rochas são extremamente compactas, alto índice de impermeabilidade e com elevado grau de dureza, portanto, implicam em uma perfuração com elevado uso de potência e bits diamantados (broca da perfuratriz rotopneumática) que tenham capacidade de vencer a dureza da rocha. Neste tipo de perfuração, a grande vantagem é que a as próprias características das rochas servem de estrutura da perfuração, não sendo necessário um grande uso de tubos de revestimento. O revestimento neste caso, tem como função vedar a perfuração e evitar a infiltração de águas superficiais (rica em matéria orgânica e contaminantes). O revestimento é cravado na rocha e após isso tem o espaço anelar preenchido com calda de cimento e água, criando assim a vedação adequada da perfuração e isolamento sanitário. A produção de água neste tipo de perfuração tem origem nas fraturas e fissuras ao longo da porção profunda da rocha que confinam a água em seu interior. As características de baixa permeabilidade da rocha garantem, normalmente, água de excelente qualidade e baixa vazão.

Formação sedimentar

 

A formação sedimentar, é composto em sua camada profunda por rochas sedimentares , areia, argila, mica, etc. Estes são formados pela erosão de rochas vulcânicas e a compactação de sedimentos ao longo de milênios, dando origem a rochas sedimentares como o arenito, argilito e siltito e minerais livres. Essas rochas tem como característica um alto índice de permeabilidade, baixa dureza e tendência ao esfacelamento (desfazer sob pressão). Essas características impõe uma perfuração em ritmo lento, cauteloso e com baixa potência, visando preservar a coesão do solo e das rochas. Muitas vezes se faz necessário o uso de lama aditivada durante a perfuração a fim de tornar a perfuração mais coesa e segura. A grande vantagem deste tipo de perfuração é que normalmente o solo sedimentar possui uma enorme vazão de água. É o solo encontrado por exemplo nas áreas do Sistema Aquífero Guarani, e as vezes possuem vazões que superam os 350m³/h ! A técnica adequada ao realizar a perfuração de um poço em solo sedimentar é o revestimento por completo da abertura e utilização de filtros tubulares, a fim de superar as características de baixa coesão das rochas sedimentares, evitando assim o desmoronamento do poço. O uso do revestimento impacta no preço da perfuração e construção do poço artesiano, sendo um dos maiores custos deste tipo de perfuração.

A grande vantagem é que dificilmente uma perfuração sedimentar é seca (sem água). O tubo de isolamento sanitário também é um item importante nos poços em formação sedimentar: Se trata de uma peça em aço com diâmetro maior que a perfuração a fim de fazer a vedação completa dos primeiros 20 ou 30 metros do poço. Após o término do isolamento sanitário, a coluna de revestimento recebe em torno de 30% de filtros tubulares que permitem a passagem da água ao interior da perfuração. Outro componente essencial nos poços sedimentares é o pré-filtro: O preenchimento do espaço entre a perfuração e a coluna de revestimento com material filtrante, diminuindo os sedimentos livres na água, característico em poços em formações sedimentares. Atenção: Os poços em formações sedimentares tem tendência ao desmoronamento. O uso de revestimentos, filtros e pré-filtro são obrigatórios para garantir a qualidade e durabilidade de seu poço. A falta desses itens com o tempo levará a condenação por completo da perfuração ou até seu desmoronamento, podendo afetar inclusive construções ao redor.

Qual é melhor?

 

Certamente, não há uma resposta para essa pergunta. Seja em formações de embasamento cristalino ou formações de rochas sedimentares, a AVS Poços Artesianos está pronta para lhe atender. Enquanto poços em formações de rochas vulcânicas apresentam água de boa qualidade e em baixa vazão, poços em formações sedimentares apresentam água com alta vazão, mas nem sempre com a melhor qualidade (que implica o uso de filtros e pré-filtro). Perfurações em formações sedimentares mal realizadas, muitas vezes resultam no desmoronamento ou problemas de decaimento no poço (problema estrutural, onde fragmentos de rocha e sola caem constantemente no interior do poço, podendo danificar bomba, tubulação e afetar a qualidade da água). Perfurações inadequadas em ambas as formações podem gerar o mais grave problema do ramo: a contaminação do aquífero. Além de crime ambiental, a contaminação de aquífero pode inviabilizar por completo a exploração de águas subterrâneas de determinada região. Portanto, não arrisque: A AVS Poços Artesianos segue rigorosamente as Portarias e Normas do ramo a fim de garantir segurança, confiança e durabilidade ao seu projeto.